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Foi ele que escreveu a ventania

Foi ele que escreveu a ventania

 

O poder da literatura

Os livros transformam as pessoas. As pessoas transformam o mundo. A literatura e a ficção são essenciais para que possamos suportar e mudar a nossa realidade.

“Quando você lê, se dá conta de algo vital para o seu caminho pelo mundo: o mundo não precisa ser desse jeito. As coisas podem ser diferentes. A Ficção é alguma coisa construída com 26 letras e um punhado de pontuação e você, você sozinho, usando a sua imaginação, cria um mundo, cria pessoas e olha através de outros olhos. Você vira outra pessoa, e quando volta aos seu próprio mundo, está levemente transformado.” Niel Gaiman

Precisamos todos de livros, de portas para universos mirabolantes, onde a gente possa viver outras possibilidades, pra não se estrangular com a realidade doente e pungente. Nas páginas nos imaginamos outros e damos vazão e visão a outros lados, outras histórias, espelhadas ou alteradas, mas outras. E assim, sonhando, podemos efetivamente construir outros caminhos e outros futuros. Crianças, professores, adultos, gente precisa de sonho, de desejo e, mesmo que por alguns breves instantes, se deparar com outros mundos reais. E é isso que faz a literatura.

O enredo

A casa, escola, a cidade de Tui eram quentes, secas, áridas. Havia muita sede, uma sede que não acabava pois na escola, a água que saía do bebedouro era um fio.

Mas em um dia de sol castigante, Tui se deparou com um muro. Uma parede. Mais uma. Mas nesse muro estava escrito um poema.Não era só um poema. As palavras duras e concretas:

“O sol saracoteia lá no céu. No solo seco a gente seca, só a se sente sede…”

Tui foi pra escola ardendo. E se lembrou do seu bem mais precioso: o livro de poemas que ficava no caixote da sala de aula. As outras crianças gostavam dos livros de história, Tui daquele onde estavam escritos os poemas. 

Indicamos para leitores autônomos e experientes

Rosana Rios e Maurício Negro fizeram um livro imensa sensibilidade, um livro que abre as portas portas não só pro mundo da poesia, como pra literatura como um todo. Pelo título vocês já percebem que o próprio Tui foi transformando a realidade. A sua e a dos que estavam em sua volta.

A professora deu pra Tui o livro do caixote de presente. Não aquele, mas um novinho, colorido, cheio de ilustrações. E o menino foi pra casa cheio de esperança. E aí entra o mediador, aquele que abre as portas desse mundo de diversas formas.

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Editora Pulo do Gato

Poesia

No dia Mundial da Poesia, esse é o livro que eu escolhi pra trazer pra vocês, uma obra que nos transporta para esse mundo molhado, fresco e cheio de brisa.

Pra nos darmos conta de como precisamos abrir os olhos para a poesia, mesmo e principalmente no ambiente mais árido.

Tui viu poesia no muro. Pena que nem todo muro é cheio de poesia.

Conheça outros livros de poesia!

O texto é feito borboleta, a gente segura com leveza e firmeza, deixa pousar no dedo sabendo que as asas abrem e fecham devagar. Um presente que voa a qualquer momento. As ilustrações de Maurício trazem os tons de vermelho sol ardente, a secura, o livro e o menino. A poesia pura em imagens.

E a capa, a capa é um texto a parte.

Se todos as crianças pudessem ler seus desertos e escrever suas ventanias, talvez a realidade fosse outra.

Boa leitura e boas conversas!

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Sobre o autor

Isabella Zappa

Isabella Zappa

Olá, eu sou Bella, criadora do Na Corda Bamba! Sou pedagoga, psicopedagoga e mestre em Educação. Atualmente trabalho como professora de Ensino Fundamental I aqui no Rio de Janeiro.
Sou uma viajante literária e geográfica, adoro comida italiana, cheiro de mato e o canto dos passarinhos.

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