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Na Corda Bamba na Travessa: Alice

Na Corda Bamba na Travessa: Alice no País das Maravilhas

Alice, um clássico

Dezembro chegou e esse é o último Na Corda Bamba na Travessa de 2019. E para fechar esse ano, que cá pra nós não foi nada fácil, nada melhor do que um clássico.

Alice povoa a imaginação da gente, mesmo que não tenhamos lido o texto original. Se você perguntar por aí quem é Alice, logo ganhará uma descrição da menina loira de vestido azul e avental branco que cai em um buraco e vive as maiores aventuras em um país maravilhoso. A famigerada Rainha de Copas e o apressado Coelho também são personagens que circulam há anos pelo imaginário de adultos e crianças.

O escritor italiano Italo Calvino diz que um clássico é um livro que nunca estamos lendo e sim relendo. Isso se deve ao fato de que uma obra clássica é aquela em que os personagens ganham vida para além do livro.

Isso acontece em Alice e em muitas obras que também devem à Walt Disney, sua eternização. 

Conheça outros clássicos do Na Corda Bamba!

O País das Maravilhas

Depois de perseguir o Coelho até cair em um buraco sem fundo e cair lentamente pelo espaço, Alice vive as maiores aventuras no País das Maravilhas. Precisa crescer e diminuir para pegar a chave entrar na minúscula portinha, encontra uma lagarta que aparece, desaparece e lhe dá conselhos, toma chá com o Chapeleiro Maluco, nada com os animais e, enfim chega à presença da Rainha que manda cortar as cabeças.

Alice é uma história sobre crescimento, amadurecimento e transformação. Publicada em 1865 em uma Inglaterra vitoriana, a narrativa é repleta de ironias e críticas sociais. A própria rainha de copas é uma caricatura da soberana do século XVII.

Escrita pelo lógico e matemático inglês Lewis Carroll, a obra é um non-sense que desafia as lógicas da realidade. Talvez por isso ela seja tão amada pelas crianças que, ainda em processo de desenvolvimento, não estão preocupadas em fazer uma leitura racional da realidade.

Pra quem não sabe, Alice é baseada em uma história que Carroll inventou para Alice Lidell durante um passeio de barco. Alice era filha de amigos do matemático e a narrativa foi criada na hora, especialmente para ela. Ou seja, era uma história oral. Fez tanto sucesso que ele resolveu aumentá-la e publicá-la.

Alice da Editora Darkside

Parte do prazer em ler uma obra, talvez boa parte dele, se deve à edição. Um mesmo texto pode ser publicado de diversas maneiras, com mais ou menos pompa. Mas quem não gosta de ter em mãos um livro que transborda cuidado? Se você já conhece Alice, pode olhá-la de uma nova perspectiva, se não, aqui está um excelente convite a conhecê-la.

A experiência começa pela folha de guarda representando os padrões do baralho. A escolha das cores da capa e do miolo também remete ao baralho: branco, preto e vermelho. As primeiras páginas são um mergulho nesse labirinto.

As ilustrações grandes são de John Tanniell, ilustrador original da obra que também apresenta Phantasmagoria, o mais longo poema escrito por Carroll.

Na introdução, algumas páginas sobre a história e a tradução da obra, nas últimas páginas, o leitor pode se deliciar com fotos do autor, Alice, suas irmãs e reproduções de algumas partes da primeira publicação.

Tudo isso abraçado por uma capa dura de tirar o fôlego.

Boa leitura e boas conversas!

Sobre o autor

Isabella Zappa

Isabella Zappa

Olá, eu sou Bella, criadora do Na Corda Bamba! Sou pedagoga, psicopedagoga e mestre em Educação. Atualmente trabalho como professora de Ensino Fundamental I aqui no Rio de Janeiro.
Sou uma viajante literária e geográfica, adoro comida italiana, cheiro de mato e o canto dos passarinhos.

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